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Lágrimas em pacientes infetados e COVID-19

2020-04-17

Sabemos que o vírus é transmitido em gotículas que se espalham com a tosse e os espirros de doentes infetados para o meio ambiente.

Um estudo recente demonstrou que o vírus não parece estar presente nas lágrimas desses pacientes.

O Departamento de Oftalmologia do Hospital Nacional Universitário de Singapura conduziu um estudo - o 1º no género - prospectivo (planeado segundo as mais rigorosas regras científicas)  para verificar se o vírus estaria presente em lágrimas de pacientes infetados ao longo do tempo que podem contaminar outras pessoas utilizando um teste muito específico TRT-PCR: quantitative reverse transcription polymerase chain reaction.

Os investigadores colheram 64 porções de lágrimas de 17 pacientes infetados ao longo do percurso da sua fase de contaminação, desde o dia 3 ao dia 20. Todos estes pacientes testaram positivo ao vírus na zaragatoa naso-faríngea.

Todos os 17 pacientes não apresentaram sinais de vírus ao longo do tempo estudado nas lágrimas coletadas e submetidas ao teste RT-PCR. Nenhum destes pacientes apresentou sintomas oculares.

Em princípio - e porque se está numa fase muito inicial do estudo comportamental deste tipo de vírus - não existirão quantidades relevantes de vírus nas lágrimas dos pacientes infetados.

De qualquer modo sabe-se que o COVID-19 pode infetar células via recetores ACE2 e essas células existem na conjuntiva e na córnea embora não hajam estudos feitos por esta via.

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